CRÍTICA: VOX LUX – O PREÇO DA FAMA

Vox Lux é um filme que irá dividir opiniões no Brasil, pois apresenta de forma contundente a trajetória de uma menina que foi marcada pela violência durante o massacre de sua escola em 1999 e a inspira a criar uma canção em homenagem aos que morreram. Esta canção se torna um grande sucesso e a leva para o estrelato. O diretor e roterista Brady Corbet conta a história da ascenção de Celeste pelos próximos 18 anos, culminando em sua fase adulta em 2017.

CRÍTICA: VOX LUX - O PREÇO DA FAMA
Eleanor e Celeste

A personagem Celeste é uma caricatura que pode muito bem representar uma mistura de Madona, Lady Gaga, Avril Lavine, Michael Jackson e tantos outros cantores pop que passaram por escandalos ou foram marcados por tragédias em suas carreiras. Celeste é interpretada em seu inicio de carreira pela talentosa Raffey Cassidy e depois por Natalie Portman. Jude Law está um segundo plano como o agente de Celeste e quase não se destaca em suas falas que são poucas.

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A grande revelação é realmente Raffey Cassidy (Tomorrowland, Branca de Neve eo Caçador, Sombras da Noite) que se destaca no filme pois mostra sua versatilidade ao interpretar tanto Celeste em sua fase adolescente como a própria Albertine, a tempestuosa filha de Celeste, com trejeitos e postura completamente distintos fazendo crer que é outra pessoa na tela, desvinculando totalmente do papel que faz no inicio da trama. A atriz consegue passar com perfeição uma personalidade juvenil e inocente que se transforma com o passar do tempo em uma celebridade amargurada.

O diretor Brady Colbert desde o inicio tem a intenção de chocar o publico usando de uma linguagem visual radical que aborda desde a violência na escola até o distanciamento emocional do artista. Detalhes como a desconstrução de como um filme moderno é feito são presentes já que os creditos e nome título aparecem em scroll-up após um evento catalizador na vida da protagonista. A trama é dividida em três atos que são marcados por títulos e cada um tem uma narração pontual pela voz de Willem DaFoe. Infelizmente, nem tudo sai é perfeito e a narrativa se torna um pouco confusa a partir da metade do segundo ato e se encerra com um numero musical cansativo no último ato.

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As propostas do ato 1 se perdem nos seguintes e acaba perdendo seus traços críticos e diversos questionamentos que são levantados pela trama são deixados de lado para facilitar o caminho escolhido pelo roterista para alcançar uma conclusão genérica e sem o mesmo impacto de seu inicio. Há recursos sonoros usados pelo filme que podem chamar a atenção tais como as canções serem quase sempre abafadas a fim de mostrar o desapego emocional da cantora pelo seu trabalho em dado momento de sua carreira.

Avaliação:

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