CRITICA: CAPITÃ MARVEL

Capitã Marvel é um filme que cumpre uma missão importante dentro do MCU, inserir uma heroína na cronologia oficial de forma retroativa enquanto prepara o terreno para os futuros eventos de Vingadores: Ultimato e tudo o que vier depois. A nova vinheta de abertura da Marvel neste filme trás uma homenagem e agradecimento ao falecido Stan Lee que vai arrancar aplausos da platéia.

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O roteiro trás uma ótima adaptação da origem desta personagem das HQs ao mesmo tempo que a deixa cativante para o publico moderno e trás uma mensagem poderosa para todos os fãs da Marvel: “Supere sempre os obstaculos, nao deixe os outros dizerem o que você pode ou nao fazer”. Com essa premissa, conhecemos Vers, uma agente da Starforce Kree, cujo passado ela própria desconhece. Como soldado Kree, ela luta uma guerra contra os Skrulls em nome da Inteligência Suprema e de tudo o que é nobre. Seu mentor e comandante, Yon-Rogg, sempre lembra a ela dos limites que Vers deve respeitar e deixar suas emoções de lado em um combate. Durante uma missão, Vers é capturada pelos Skrulls que tentam extrair suas memorias durante um interrogatorio, o que desperta lembranças confusas de uma vida que nao parece ser sua. A partir deste ponto, vemos Vers tentar compreender quem ela é na verdade. Essa jornada de redescoberta leva a audiência ate a Terra onde conhecemos um Nick Fury mais calmo e despojado, bem como vemos o Agente Coulson em sua primeira semana de trabalho na SHIELD.

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Em minha opinião, uma das partes mais bacanas deste filme é a apresentação dos Skrulls na tela grande pela primeira. A Marvel conseguiu levar uma das raças mais icônicas de seu universo de quadrinhos para a tela sem cair em clichês de cinema ao mesmo tempo que reinventa sua participação no MCU. Como todos que viram o primeiro filme dos Vingadores, fomos apresentados aos Chitauri, uma raça de alienigenas malignos que foram comandados por Loki e serviam a Thanos. Nas HQ do universo Ultimate, os Chitauri eram os Skrulls e no MCU tudo indicava que isso também era algo real, pois em um dado momento no filme vemos um alienigena de queixo enrugado (tal como os Skrulls) ao lado de Loki quando este fala diretamente com Thanos. Com o filme da Capitã Marvel, vemos que Skrulls e Chitauri podem ser raças diferentes ou algo mais a ser levado em consideração nos filmes após Vingadores Ultimato! Não preciso dizer que há enormes chances de vermos uma adaptação de “Invasão Secreta” nos filmes futuros da Capitã Marvel e de outros heróis que vierem depois a aparecer no MCU, inclusive aqueles ligados a uma origem Skrull.

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A atriz Brie Larson está otima no papel e apresenta uma heroína forte e determinada tal como ela é representada em suas HQs. Samuel L. Jackson está bem a vontade nesta versão mais jovem de Fury que trás uma boa interação entre seu personagem e a Capitã Marvel. Destaque especial para o ator Ben Meldesohn que interpreta Talos, um líder de equipe dos Skrull, que apresenta um personagem muito carismático que faz você duvidar se ele está dizendo a verdade ou não em diversos momentos do filme.

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O jovem agente Fury

Os efeitos especiais são ótimos, mas a grandiosidade de algumas cenas podiam ser alcançadas sem muito esforço ou dependência desses mesmo efeitos. A trilha sonora com as músicas dos anos 90 é um show de nostalgia, porém as musicas instrumentais não são memoráveis. O roteiro é dinâmico e centrado em apresentar uma heroína forte porém alguns clichês são usados para manter o ritmo do filme e os diretores Anna Boden e Ryan Fleck usam poucos momentos de alivio cômico o que sustentam a seriedade de algumas situações.

Uma das maiores conquistas deste filme é inserir uma nova história sem afetar a coesão da linha de tempo do MCU, por mais complexo que este tenha se tornado com o passar de dez anos. O projeto P.E.G.A.S.U.S. por exemplo é mostrado nos filmes da Marvel desde Homem de Ferro 2 e só agora, em Capitã Marvel, revelam o misterio por trás deste programa da aeronautica em conjunto com a NASA. O retorno de Krees conhecidos do filme dos Guardiões da Galáxia tais como Korath e Ronan tem pouco impacto real na trama, mas dá aquele gostinho de continuidade e apresenta um gancho de história em particular que pode ser explorado em filmes futuros do MCU.

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Korath (Djimon Hounson) fez parte da unidade de Carol Danvers
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Detalhes pequenos do filme mostram que a Marvel ainda está trabalhando para a expansão do MCU após Vingadores Ultimato. A presença da familia Rambeau é um exemplo disso, pois nas HQ o terceiro personagem a assumir o título Capitão Marvel (lembre-se que em inglês a patente “captain” serve para ambos os gêneros) foi Monica Rambeau (interpretada pela atriz Akira Akbar de 11 anos) . Infelizmente, como falei anteriormente, o filme não é livre de problemas, mas nem de perto isso vai interferir na sua diversão!

AVALIAÇÃO:

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