CRÍTICA: TOLKIEN

Apesar de ser uma cine-biografia romantizada de J.R.R. Tolkien, o filme é um bom entretenimento para se entender as influências do célebre autor ao escrever seus livros como Silmarillion, O Hobbit e a saga de Senhor dos Anéis.

A narrativa consegue mesclar com sucesso elementos visuais belíssimos com a realidade dura e cruel que Tolkien passou em sua vida. A sutileza que as cenas se tornam referências tanto a momentos descritos nas diversas obras de Tolkien bem como nos filmes de Peter Jackson irá levar a audiência a observar os detalhes de cada cena.

O filme aborda três momentos distintos da vida de Tolkien: sua adolescência, a primeira guerra mundial e seus primeiros passos como brilhante aluno e linguista em Oxford. A história não é totalmente linear e mescla momentos chaves onde o oficial J.R.R. Tolkien, ainda febril, relembra a sua transição da infância para a adolescência bem como suas amizades e decisões acadêmicas. O pano de fundo da Primeira Guerra Mundial mostra a crueldade do conflito e junta situações e personagens fictícios na mente de Tolkien, com efeitos especiais pontuais e extremamente caprichados.

CRÍTICA: TOLKIEN

O roteiro optou por apresentar uma versão romantizada da origem do autor, deixando de lado detalhes como suas cartas durante a guerra, que mostravam o desenvolvimento de Silmarillion, bem como outros aspectos relativamente importantes na sua vida acadêmica. A maior conquista deste filme é mostrar que ele era um homem comum com grandes talentos e imaginação, capaz de superar seus problemas com a ajuda dos amigos e sem precisar enaltecer a versão cinematográfica de sua obra. Pode não ser tão fiel aos relatos presentes no livro “J.R.R. Tolkien – uma biografia” de Humphrey Carpenter da editora Harper Collins, mas não deixa de ser algo inspirador de se ver.

A fotografia do filme é belíssima e de tirar o fôlego, principalmente na batalha de Somme. A trilha sonora trás traços melancólicos e épicos que nos remete a música incidental épica usada nos filmes de Senhor dos Anéis. O elenco é fenomenal, com interpretações apaixonadas e profundas, porém o maior destaque está com protagonista feito pelo ator Nicholas Hoult que se entrega de corpo e alma no papel de John Ronald Ruel Tolkien. Hoult apresenta um personagem integro, melancólico e carismático que poucas vezes podemos ver em cena, uma atuação digna, inteligente e respeitosa para com o falecido autor.

John Ronald Ruel Tolkien faleceu em 2 de setembro de 1973. Seu legado é gerenciado pela Tolkien Society e pelo seu filho Christopher Tolkien.

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