CRÍTICA: TÁ RINDO DE QUÊ? HUMOR E DITADURA

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O documentário “Tá Rindo de Quê? Humor e Ditadura” que é dirigido por
Claudio Manoel, Álvaro Campos e Alê Braga tenta mostrar como era o período da censura através de testemunhos de grandes humoristas como Ary Toledo, Agildo Ribeiro, Alcione Mazzeo, Jaguar, Juca Chavez, Fafy Siqueira, Patrícia Travassos e outros nomes que fizeram parte do “humor de resistência”.

Durante as entrevistas, diversos humoristas apresentam suas lembranças de um período de censura que não tolerava a existência de um pensamento livre e debochado. Dessa maneira, há ótimos relatos que desenham como era viver de humor em uma Era onde artistas e jornalistas eram associados a um tipo de “movimento subversivo” cultural, mas falta profundidade em alguns aspectos que poderiam ser melhor explorados.

Apesar de todo o esforço e cuidado por parte da produção deste documentário em reunir um recorte do período da ditadura militar e seus procedimentos de censura, a proposta original se perde da metade para o final em beneficio de um tom ameno e bem humorado onde surge a preocupação de homenagear outros humoristas daquele periodo conturbado como Jô Soares, Henfil, Millor Fernandes, Paulo Silvino e tantos outros.

Em sua parte informativa, o documentário poderia ter mantido sua investigação da Era da Ditadura e como era a vida de quem desejava usar o humor para criticar o golpe militar e o governo que foi instituido, falar de como era a relação do publico com os artistas de sua época, bem como apresentar detalhes da industria de entretenimento dos anos 60 a 80. Como entretenimento, há diversos relatos engraçados que mantém o interesse da audiência até o fim do documentário, mas poderiam ter desenvolvido melhor a profundidade e contextualização do documentario. Falta um pouco mais de ousadia e irreverência no discurso narrativo deste documentário.

Avaliação:

CRÍTICA: TÁ RINDO DE QUÊ? HUMOR E DITADURA

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