Crítica: “Slender Man: Pesadelo sem Rosto”

Crítica: "Slender Man: Pesadelo sem Rosto"

Depois de grandes problemas relativos à produção, distribuição e datas remarcadas para seu lançamento, “Slender Man: Pesadelo sem rosto” está nos cinemas.

Slender Man é um personagem criado pelo internauta Erick Knudsen no Photoshop, e que em 2009 se tornou um meme, espalhando-se pela internet. A partir disso começou a gerar relatos de pessoas que afirmavam ter encontrado tal criatura na vida real. Sua lenda ganhou força quando em Maukesha /Wisconsin (USA), duas adolescentes de 12 anos tentaram assassinar uma colega da escola da mesma idade para “mostrar dedicação ao Slender Man” e “subir na hierarquia de seu mundo”, como dito pelas mesmas depois de presas pela polícia.

Um dos motivos para o reagendamento de seu lançamento foi a campanha feita pela família da jovem atacada em 2009, o que fez ser mal visto pelo público americano. Depois de idas e vindas, o filme estreia nos cinemas mundiais e de forma esperada não atinge o que se propõe.

Quando inicia o filme temos uma ótima narrativa e tudo parece seguir um caminho seguro. O terror psicológico, velado, onde nada é mostrado literalmente, o torna muito mais ‘real’. Mas o que devemos salientar é que isso acontece no primeiro ato, o que fez mudar parcialmente a nossa sensação inicial. Até aquele momento a nossa intuição estaria errada e o filme entregue parecia acertar em tudo.

Mas o filme começa a perder o sentido no segundo ato. A criatura começa a aparecer mais nitidamente, perdendo assim o efeito do terror. Outro fator é como a criatura começa a apresentar-se as protagonistas, ora sendo apenas uma sombra que passa entre frestas, outra hora atravessa as paredes e em outras ela se manifesta através do celular. São tantos locais que ela surge que não se consegue ter um suspense de fato e o medo, o terror, se desvanece pelo excesso de tensão desnecessária.

A pesar de uma boa interpretação das atrizes principais, não há uma profundidade no texto para as personagens o que interfere na conexão com o público. Confuso, o roteiro se perde e começa a não fazer sentido – como na parte em que uma das amigas desaparece, todas estão sendo afetadas pela criatura e uma delas larga tudo para ter um encontro amoroso com um garoto. Sério?!!! Uma criatura maligna some com sua amiga, a outra fica catatônica, ambas estão sendo a assombradas e ainda assim você vai para um encontro romântico? Não há sentido nenhum no que acontece!

Depois de tudo, no terceiro ato, nada mais tem importância. O medo que poderia surgir no ápice do filme não existe, foi totalmente substituído pela incoerência e falta de tensão no final da trama. O que acontece ou deixa de acontecer no final não tem importância e como já esperávamos, o final tem um dos piores desfechos.

A conclusão que tiramos é que Slender Man teve um ótimo início, mas que por algum motivo perdeu muito de sua narrativa durante os últimos dois terços do filme.

Infelizmente “Slender Man: Pesadelo sem rosto” não é nem um filme mediano mas poderia sim ser um grande filme se mantivessem seu roteiro inicial. Talvez…

Nota:

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