Crítica: Sicario: Dia do Soldado

Crítica: Sicario: Dia do Soldado

Crítica

“Sicario: Dia do Soldado”, a continuação do excelente filme “Sicario: Terra de Ninguém”, traz Josh Brolin e Benicio Del Toro como protagonistas.

Não tem como ver o filme e não relacioná-lo aos acontecimentos da política americana sobre a entrada de imigrantes clandestinos pelas fronteiras entre o México e a América, fora as drogas e até mesmo possíveis terroristas .

No filme, a CIA recorre a Matt Graver (Josh Brolin) e o Mexicano Alejandro (Benicio Del Toro), que teve sua família morta no primeiro filme pelos cartéis de drogas do México, para o trabalho sujo.

O filme passa a mostrar como é a rotina na fronteira México x EUA, assim como a entrada ilegal de mexicanos.

Após isso são mostradas as mortes de inocentes por atentados a bomba de jihadistas, e a investigação que leva as autoridades a saber que a fronteira mexicana está sendo o ponto de entrada de terroristas e  portanto algo tem que ser feito. Para esse trabalho eles chamam o Agente Matt Graver, com carta branca para agir.

Neste filme, sem a participação de Emily Blunt que dava o contraponto da moralidade, “Dia do Soldado” mostra a relação de Matt e Alejandro, criando mais que somente interesses em comum. Apesar das ótimas atuações de Del Toro e Brolin, temos a sensação de que este está aquém do primeiro filme.

Um destaque é a participação da jovem atriz Isabela Moner que deu um tom mais carismático e pessoal a sua personagem na trama, identificando-a com o personagem de Del toro que soube tirar proveito desse lado sentimental. Apesar da troca de diretor, “Dia do Soldado” tem ótimas cenas de ação, ao estilo do primeiro filme. Os efeitos sonoros estão ótimos, mais não superam o primeiro.

A forma com que o filme aborda o incidente e as reviravoltas do segundo ato, leva os personagens a mais uma vez testarem sua ligação e faz com que o personagem de Del toro (Alejandro) atinja outro patamar dentro da história, tornando-se um anti-herói mas com princípios, mesmo que eles sejam diferentes da maioria. A dualidade contida no personagem de Graver está menos aparente e os personagens começam a transparecer os seus dilemas pessoais e seus limites para conseguirem seus objetivos.

Para mim o “Dia do Soldado” é um excelente filme com mais ação que o primeiro, mas sendo menos autêntico que seu antecessor. Basta agora aguardar a sua possível continuação.

 

Nota:

Crítica: Sicario: Dia do Soldado

 

 

 

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One Thought to “Crítica: Sicario: Dia do Soldado”

  1. lara

    Eu torço muito para que tenha uma continuação, já que gostie de ambos. E adorei o entrosamento dos atores neste filme, atuando muito bem. Eu adoro o Benício del Toro. É de admirar o profissionalismo deste ator, trabalha muito para se entregar em cada atuação o melhor, sempre supera seus papeis anteriores. Quando vi a crítica sicario , já imaginei que seria mais um trabalho impressionante. É um filme muito bem trabalho, com um roteiro e direção excelentes. É uma boa opção para uma tarde de filmes. Recomendo

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