CRÍTICA: ROCKETMAN

Dirigido por Dexter Fletcher, responsável pelo megasucesso da cinebiografia de Freddy Mercury, Rocketman trás a tona a história de vida de Sir Elton John, desmistificando a lenda do Rock e mostrando uma história chocante, tocante e ao mesmo tempo intimista.

CRÍTICA: ROCKETMAN

Usando as canções mais famosas de Elton John em números musicais muito bem desenvolvidos, somos apresentados as suas influências pessoais e profissionais no decorrer de sua infância e juventude até alcançar o estrelato. em meio a isso tudo, podemos ver um drama pesasoal crescente de um menino que cresceu em uma familia cujo pai o desprezava e a mãe não via muito futuro no que o jovem Reginald “Reggie” Dwight (nome verdadeiro de Elton John) fazia. A única que realmente acreditou em cada uma de suas escolhas foi sua avó, e sem ela o mundo nunca teria descoberto o seu talento. O seu relacionamento com Stanley Dwight, seu pai, é uma situação de autoritarismo descabido (um bully paterno), pois ele o reprime o tempo todo, impede que toque em sua coleção de LPs e reclama até quando faz o minimo barulho. Na vida real, o próprio Elton John criticou seu pai em jornais e entrtevistas por causa de seu comportamento abusivo e agressivo, insistindo para que se comporta-se como um “verdadeiro homem”.

CRÍTICA: ROCKETMAN

O filme tem como produtor executivo o próprio Elton John e, seu marido, David Furnish o roteiro criado por Lee Hall não oculta nenhum dos aspectos que foram notícia durante sua carreira tais como seu vicio em sexo, alcolismo, drogas e até seus rompantes de temperamento. Seus desafetos são mostrados de forma contundente e, em certos momentos, um tanto caricato. A história foi romantizada mas não esconde as situações constrangedoras e humilhantes ou de seus rompantes emocionais que o levaram as suas compulsões.

O ator e cantor Taron Egerton (Kingsman, Voando Alto) esbanja talento em cada cena, interpretando com maestria o protagonista que está em busca de reflexão e aceitação. Uma atuação que pode lhe render uma nomeação para o Oscar de melhor ator.

CRÍTICA: ROCKETMAN

As canções e efeitos especiais são parte da receita escolhida por Dexter para ser a liguagem visual de Rocketman. Apesar de parecer um musical, o objetivo do filme é apresentar uma narrativa coesa e extremamente emotiva dos eventos que marcaram a vida de Elton John. O figurino é um importante elemento narrativo pois, replica as vestes do cantor nas suas principais apresentações, bem como seu humor. Comparativos entre as fotos da época e as cenas filmadas são apresentadas durante os créditos finais.

CRÍTICA: ROCKETMAN

Duas cenas em particular são simplesmente incríveis: a estreia no Troubadour e Elton cantando a música “Rocketman” na piscina. Os elementos visuais envolvidos em ambas são belíssimos ao mesmo tempo em que há uma mensagem subjetiva envolvida.

Avaliação:

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