CRÍTICA: O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELA

O filme “O Sol Também É Uma Estrela” (The Sun Is Also a Star) dirigido por Ry Russo-Young é baseado em um livro homônimo da autora Nicola Yoon que se define como uma romântica incurável. A autora cresceu na Jamaica, se mudou para o Brooklyn e mora em Los Angeles com sua família que acredita firmemente que você pode se apaixonar em um instante e que isso pode durar para sempre. Essa premissa está presente no livro e também neste filme…

CRÍTICA: O SOL TAMBÉM É UMA ESTRELA

Infelizmente, o roteiro adaptado deseja que isso seja um ponto primordial de aceitação do público com cansativas situações de coincidências narrativas que chegam a incomodar, sem falar nos diálogos dos personagens que são fracos e pedantes. A história deseja provar a visão da autora do livro de forma forçada e repetitiva, que fazem os personagens ter decisões totalmente irresponsáveis e medíocres em uma cidade como Nova York, conhecida por sua violência e racismo.

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Natasha Kingsley (Yara Shahidi) é uma jamaicana que sonha uma carreira na área de exatas e tem uma visão de vida igual ao personagem Sheldon de Big Bang Theory, porém sua família tem menos de 12 horas para ser deportada por serem imigrantes ilegais há nove anos no país. Ela consegue conversar com o setor de imigração e recebe a dica de que um advogado poderia ajudá-la. Ao mesmo tempo, temos Daniel Bae (Charles Melton), descendente de família coreana que se naturalizou americana, que iria fazer uma entrevista para uma vaga em Darthmouth (uma universidade onde estudaria medicina). Daniel é o oposto de Natasha, sonhador e sem nenhum objetivo concreto de vida. Após vê-la de longe dentro da maior estação de trens de Nova York, decide falar com ela, pois ela usa um casaco com o texto que ele escreveu no caderno naquela manhã. A partir deste ponto, o roteiro exagera na quantidade de coincidências, dando a sensação de que o destino (roteirista) insiste em juntar esse casal que forma uma química patética e deslumbrada na tela para criar uma história romântica a fim de provar que qualquer um pode se apaixonar em um único dia.

Diversos erros de roteiro e diálogos esquecíveis recheiam essa produção que culmina em um final extremamente inverossímil. A fotografia, edição e som são nada excepcionais, porém as atuações dos atores são bem bidimensionais e não agregam peso dramático em nada do que falam, parecendo duas pessoas imaturas e inconsequentes brincando de ser gente grande.

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Há um esforço do filme em se parecer com a narrativa apresentada no “Se as Ruas de Belle Falassem”, onde há momentos de corte seco nas cenas para explicar o contexto histórico de alguns elementos e situações ao público tais como o fortalecimento da indústria de perucas coreanas. A informação é até bacana de ver, mas não possui relevância alguma na narrativa. A explicação da origem da família Kingsley e da família Bae em flashbacks é interessante para dar alguma profundidade aos pais do casal de protagonistas que tem quase nenhum tempo de tela.

A trama não leva em conta uma grande quantidade de fatores da vida real e entrega um faz de conta que deseja ser real aos olhos de adolescentes que vão tentar abraçar essa narrativa como algo factível. Uma pena, os produtores poderiam ter feito algo realmente relevante e interessante, mas as decisões no filme são rasas e até esquecíveis.

AVALIAÇÃO:

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