CRÍTICA: HOMENS DE PRETO INTERNACIONAL

CBom dia, agentes! Sabendo como é difícil manter detalhes das operações da MIB fora da mídia, resolvemos promover mais um filme que dá continuação ao universo cinematográfico inspirado nos quadrinhos de Lowell Cunningham, publicados pela Aircel Comics em 1991.

CRÍTICA: HOMENS DE PRETO INTERNACIONAL

Desta vez apresentamos uma nova dupla de agentes, em seu costumeiro cotidiano, enquanto salvam o mundo, mais uma vez, de uma ameaça galáctica. A agente M (Tessa Thompson) é uma novata com muita determinação e que começa seu primeiro dia sob a supervisão do agente H (Chris Hensworth), que se mostra uma pessoa mais relaxada e quase irresponsável quanto a sua função na MIB de Londres.

Como não queremos dar spoilers sobre o assunto, seguiremos o lema com o qual a Agência trabalha desde sua fundação: quanto menos você souber melhor! Queremos evitar pânico desnecessário…

Mil e quinhentos anos atrás, todos sabiam que a Terra era o centro do universo. Quinhentos anos atrás, todos sabiam que a Terra era plana. E quinze minutos atrás, você sabia que os humanos estavam sozinhos neste planeta. Imagine o que você vai saber amanhã…” (K).

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Em (Tessa Thompson) meets High T (Liam Neeson) in MIB London in Columbia Pictures’ MEN IN BLACK: INTERNATIONAL.

Agora que chegamos até aqui, vamos ao que interessa: Homens de Preto Internacional é uma produção feita pela Sony Pictures em conjunto com a Columbia Pictures, cujo objetivo é rejuvenescer essa franquia milionária para o novo público e criar assim uma nova direção para futuros filmes, além de ampliar novamente este divertido universo. Dirigido por F. Gary Gray (Velozes e Furiosos 8) e roteirizado por Matt Holloway (Homem de Ferro, Transformers – o Ultimo Cavaleiro), Homens de Preto Internacional falha em trazer conceitos novos que realmente impactam na narrativa e oferece mais do mesmo sob uma nova roupagem.

Apesar do filme ser uma boa aventura de ação, a trama peca em apresentar personagens cativantes e que realmente tenham um carisma similar a dupla Tommy Lee Jones (K) e Will Smith (J), sem falar em sua interação cômica que levou o primeiro filme ao sucesso estrondoso em 1997.

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Diretor F. Gary Gray

Falhas de roteiro tiram parte do brilho dessa nova dupla de agentes, que se alia a um terceiro personagem cuja a única função é praticamente ser um alivio cômico. Nem o talento de Kumail Nanjiani – humorista que participou de Hora da Aventura, Silicon Valley e Doentes de amor –, nem o CGI de alta qualidade misturado ao conceito do personagem, conseguem rivalizar ao charme e sarcasmo de Frank, o Pug (o cachorro alienígena que se torna agente da MIB) nos filmes anteriores. Frank, cuja a voz é do talentoso Frank Blaney (o mesmo que fez o personagem canino nos filmes anteriores de MIB e dá voz a Número 5 / Johnny 5 de Short Circuit o incrível robô), infelizmente faz uma pequena ponta de poucos segundos na tela.

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Pawny (Kumail Nanjiani)

Como falamos inicialmente, há um esforço em trazer novo fôlego à franquia, uma nova visão sobre certos aspectos da organização e tecnologia, o que é até divertido de se ver mas nada inovador. Há um elenco estelar em cena, tais como Liam Nesson, que interpreta o agente Grande T e líder da divisão londrina da MIB, e a própria Emma Thompson que é a agente O, da divisão americana.

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Les Twins (Larry and Laurent Bourgeois)

Efeitos especiais magníficos dão vida aos gêmeos alienígenas interpretados pelos Les Twins (Laurent e Larry Nicolas Bourgeois), dançarinos franceses e coreógrafos conhecidos na Europa. A premissa por trás do design, poderes e propósito originais desses dois antagonistas é até bacana de se ver, dando aquele ‘ar’ de filme de espionagem.

Mesmo com uma fotografia bonita e locações escolhidas para evocar a ideia de que Homens de Preto Internacional é um filme ao estilo espionagem clássico, com cenários típicos como Paris, Marrakesh e Londres, nada muda o fato de que a narrativa é previsível e o traidor pode ser facilmente identificado sem grandes surpresas.

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Tanto o agente H como a promissora agente M, mesmo sendo considerados altamente qualificados e recomendados por seus superiores, mais parecem contar com a sorte e pequenas coincidências de roteiro para levar a história adiante. Uma das coisas que incomoda no personagem de M é vermos que alcançou cerca de 97% de aprovação nos treinos de linguagem alienígena, porém ela nem consegue compreender sequer uma única frase sem ser o inglês — um desperdício de oportunidade, em nossa opinião. Diferente do agente K que era ranzinza, porém um mordaz e experiente operativo, o agente H age como uma contraparte de M no batido estereótipo “bonito e burro” (papel muito similar ao que fez no remake de Caça Fantasmas), no momento em que começa a trabalhar com ela.     

O potencial do filme é imenso, mas isso se perde conforme a trama avança sem grandes reviravoltas. Inclusive, esse filme NÃO TEM CENA PÓS-CRÉDITO impactante que nem os anteriores. A ausência desse tipo de cena especial, onde sempre demonstra nossa limitada compreensão sobre a realidade de Homens de Preto, se torna uma decepção à experiência final de Homens de Preto Internacional.

Avaliação:

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