Crítica de “Além do Homem”

Crítica de “Além do Homem”Crítica

Quando eu vi a sinopse de “Além do Homem”, do diretor Willy Biondani, tendo Sérgio Guizé e Débora Nascimento como protagonistas, já tive a impressão de que o filme baseava-se em uma busca pessoal do personagem central para se redescobrir.

Quando assisti ao filme, confirmei que o personagem não apenas descobriu algo sobre si mesmo, mas também sobre o mundo de onde veio. Um país… um lugar cercado de mistério e encantamento. Um Brasil muito mais alegórico que os carros da Sapucaí vistos na televisão.

As tomadas feitas de Paris, onde o protagonista está vivendo, são incríveis, de uma perspectiva que eu ainda não havia visto. Na parte referente à Paris, o filme é indiscutivelmente belíssimo e bem feito. O roteiro muito bem centrado e organizado é relevante em todos os aspectos, inclusive na parte da descontração, a cargo da atriz francesa Marilyne Fontaine, excelente em sua representação da personagem Nathalie. Ela consegue tirar risadas de forma bem simples e tranquila.

Crítica de “Além do Homem”

Depois disso, rapidamente somos levados para outra realidade, trocando as imagens de Paris para a visão árida da estrada em que o protagonista segue para seu destino. Mesmo em um cenário totalmente diferente, a fotografia é linda, cenas bem desenhadas em uma visão artística.

Essa troca nos dá a sensação da mudança entre esses mundos. O personagem segue então para uma sequência de ações com consequências que ele mesmo nunca poderia prever. E a partir daí começa a participação dos demais personagens.

Crítica de “Além do Homem”Tião (Fabrício Boliveira) encarna um caricato motorista de taxi, um dos personagens que tem um pequeno lado cômico. Apesar de eu considerar caricato em demasia, o ator está bem no papel.

Débora Nascimento tem pouco tempo em tela e sua personagem tem um tom mais enigmático. Acredito que sua participação no filme poderia ser mais valorizada.

No segundo ato, temos uma extensa cena em que apesar de ter partes interessantes, acaba por quebrar o ritmo do filme.

Sérgio Guizé (Alberto) está muito bem em sua interpretação. O ator consegue passar o sentimento de confusão em que o personagem se encontra. Ele foi uma excelente escolha para esse filme.

Entre idas e vindas temos o final, no qual o protagonista alcança seu objetivo, mesmo que não fizesse ideia do que fosse, mas que dá algum sentido a tudo que se passou. Alberto descobre a verdade ou o que ele vê como verdade. E com isso, num final bem mais amplo para interpretações, termina “Além do Homem”.

Conclusão

Em minha conclusão, “Além do Homem” é um bom filme, entrelaçando ao lado mítico/espiritual e o mundo real, um bom produto enfim, mas não para o deleite de todos.

Nota:
Crítica de “Além do Homem”

 

 

 

ELENCO: 

Sergio Guizé(Alberto), Débora Nascimento(Bethânia), Fabrício Boliveira(Tião), Flávia Garrafa(Rosalinda), Marilyne Fontaine(Nathalie), Stéphan Wojtowicz(Pierre), Giselle Motta(Diva), Maurício de Barros(Josué).

Participações especiais: Pierre Richard, Otávio Augusto, Jai Baptista

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