Crítica: Bloodshot – mais um filme inspirado em quadrinhos

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Crítica: Bloodshot - mais um filme inspirado em quadrinhos

Em Bloodshot um ex-militar chamado Ray Garrison foi colocado no Projeto Rising Spirit, que pega soldados que sofreram danos durante suas ações e os melhora através de tecnologia. Porém, Garrison foi o primeiro que estava morto e foi trazido de volta a vida devido a minúsculos robôs chamados nanites que lhe deram poderes, como cura ultra-rápida, super força, controle de dispositivos eletrônicos, entre outras habilidades. Mas tudo de bom vem com uma pegadinha. Toda hora o pessoal do projeto apagava suas memórias, deixando o recém-nomeado Bloodshot furioso por não conseguir descobrir seu passado direito.

Essa é a premissa do filme que está nos trailers, inclusive.

Mas quem é Bloodshot? O personagem surgiu de uma história em quadrinhos de mesmo nome, da editora Valiant. A idéia de Bloodshot ser um super-herói (ou talvez mais precisamente, anti-herói) infundido com nanites é a parte central para todas as versões do personagem de quadrinhos, mas a história de origem já mudou algumas vezes e segundo o trailer, grande parte da trama do filme Bloodshot é tirada do “Volume Três” das HQs que saiu entre 2012 e 2014.

Na promoção do filme, vemos o Dr. Emil Harting (Guy Pearce) reiniciando Garrison após uma matança e dando a ele uma nova história de fundo antes de defini-lo para outra matança de “vingança”, até Bloodshot começar a suspeitar que algo pode estar errado.

É um filme ambicioso com um roteiro bastante clichê de um super soldado convertido numa máquina de guerra e com pouco a oferecer, com atuações nada acima do normal, principalmente da estrela principal. É basicamente Vin Diesel sendo Vin Diesel em qualquer outro filme. O destaque vai para Sam Heughan, que faz o seriado Outlander, e mostrou que consegue tirar a capa de bom moço e fazer um vilão daqueles que te dá raiva só de aparecer na tela.

Crítica: Bloodshot - mais um filme inspirado em quadrinhos

A história tecnológica por trás da criação do herói parecia interessante, mas infelizmente não consegue nos fazer conectar com a história. Nem as cenas de ação são tão interessantes assim. Todo mundo fala em um dialeto pseudo-técnico que apenas quebra os longos diálogos cheios de jargões e construções clichês de personagens. As melhores partes do filme vêm com o alívio cômico introduzido pela briga entre os nerds do mau Eric (Siddharth Dhananjay) e do bem Wilfred (Lamorne Morris).

Claramente, Vin Diesel e a Sony Pictures estão ansiosos para transformar Bloodshot em uma franquia. Vamos aguardar o resultado das bilheterias. De fato, o filme pode ser o começo de todo um universo, inteiramente inspirado nos quadrinhos da Valiant Comics, sendo levado para os cinemas.

Nota do crítico:

Crítica: Bloodshot - mais um filme inspirado em quadrinhos

Por Claudia Sardinha do Minha Vida Geek

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