Crítica: ” Ana – Sem título “

4.5
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Crítica: " Ana - Sem título "

A primeira e mais importante coisa que devo dizer sobre esse filme, é que ele é necessário. Não só pelo momento atual, mas porque é importante conhecermos nosso passado e a luta dos que vieram antes de nós, então a obra acerta tanto na temática quanto na execução.

Acompanhamos Stela em uma viagem pela América Latina enquanto ela procura o caminho traçado por uma brasileira chamada Ana. No decorrer, porém, descobre que além de uma excelente artista, a mulher desde ainda jovem, participou de momentos importantes da história dos países em que esteve, influenciando e marcando a vida de revolucionários com quem entrou em contato.



O longa, um quase documentário, nos mostra uma rica contextualização dos movimentos de resistência de cada lugar pelo qual passamos, numa época onde cada obra era um ato de coragem. Ele conta parte de nossa história e de nossos vizinhos, pela estrada de uma mulher negra, corajosa e inconformada com as injustiças que via acontecendo, disposta a fazer o necessário para mudar a realidade. Além de detalhar muito bem o quanto o movimento feminista latino se diferiu do europeu, uma vez que a questão racial era muito mais presente por aqui.

Crítica: " Ana - Sem título "


Os pontos de impacto, sobre a história de Ana e sobre as incríveis mulheres e movimentos que conhecemos, são bem feitos e merecem destaque. Por diversas vezes me vi mais e mais interessada em descobrir a história misteriosa dessa pessoa com tanto talento.


Quanto a direção de imagem, é impossível não perceber o quão artístico é o olhar do filme. Cada cidade, cada país, é retratado em seu esplendor mais comum, trazendo à tona a beleza mundana e o impacto social das ruas e casas por onde pessoas tão importantes se inspiraram. Em momentos, entretanto, achei que as cenas de ambientação se excederam um pouco mais do que deveriam, perdendo minha atenção em passagens muito longas de silêncio mostrando apenas as localidades.

Crítica: " Ana - Sem título "

Mas as imperfeições são facilmente esquecidas quando a mensagem que a obra retrata é passada de forma tão clara. “Ana. Sem Título” é uma carta de amor e reconhecimento à uma batalha ainda não vencida, à todas as mulheres nessa luta contra o preconceito, seja quanto ao gênero que nascemos ou a cor de nossa pele. E isso é algo que vale a pena ver.

Nota:

Crítica: " Ana - Sem título "

SINOPSE 

Stela, uma jovem atriz brasileira, decide fazer um trabalho sobre as cartas trocadas entre artistas plásticas latino-americanas nos anos 70 e 80. Viaja para Cuba, México, Argentina e Chile à procura de seus trabalhos e de depoimentos sobre a realidade que elas viveram durante as ditaduras que a maior parte desses países enfrentaram na época.  Em meio à investigação, Stela descobre a existência de Ana, uma jovem brasileira que fez parte desse mundo, mas desapareceu. Em 1968, Ana foi do sul do Brasil, de uma pequena cidade do interior, para a efervescente Buenos Aires, que vivia um momento de mudança nas artes plásticas e no comportamento. Obcecada pela personagem, Stela resolve encontrá-la e descobrir o que aconteceu com ela. 

FICHA TÉCNICA 

Direção e argumento: Lucia Murat;

Roteiro: Lucia Murat e Tatiana Salem Levy 

Produção: Lucia Murat e Felicitas Raffo 

Direção de fotografia: Léo Bittencourt 

Montagem: Mair Tavares e Marih Oliveira 

Som direto: Andressa Clain Neves 

Edição de som: Simone Petrillo e Ney Fernandes 

Trilha sonora: Livio Tragtenberg 

Mixagem: Emmanuel Croset 

Livremente inspirado na peça “Há mais futuro que passado” 

Site do Filme: http://taigafilmes.com/ana/index.html

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