CRÍTICA: A CAMINHO DE CASA

Essencialmente, “A Caminho de Casa” é um filme familiar que tem como protagonista uma cadelinha pitbull chamada Bela onde veremos sua visão do mundo a sua volta enquanto enfrenta uma grande jornada de descoberta e sacrifícios pelo Colorado para reencontrar seu dono, Lucas.

CRÍTICA: A CAMINHO DE CASA
Bella

A premissa do filme não é algo inovador e já foi visto mais de uma vez no cinema, claro que a mais famosa película do gênero seja ainda “A Incrível Jornada” (1963). O roteiro junta diversos elementos que são feitos para comover o público e força a protagonista em uma viagem um tanto estranha que até a faz adotar uma filhote de puma totalmente criada por CGI que parece estar deslocado no filme por ser mais expressivo do que todo o elenco junto.

A jornada de Bela é dificil e extenuante, porém gratificante em alguns momentos e massante em outros devido ao simples fato da personagem nunca ter um dialogo entre ela e outros animais. Bryce Dallas Howard que faz a voz da protagonista tem monologos durante a longa viagem em busca pelo seu dono que poderiam oferecer mais interação e revelar mais de alguns animais como a sua mãe gato e dos membros da matilha urbana com quem aprende alguns novos truques de sobrevivência. A visão canina do mundo e do entendimento do que é o ser humano é interessante, mas a graça desaparece quando vemos que o roteiro exagera e até mesmo suprime certas situações que poderiam ser melhor exploradas duram os dois invernos e meio da vida de Bela longe de seu dono.

CRÍTICA: A CAMINHO DE CASA
Bella ao lado de Gatona (uma puma que ela adota).

Existe um tom de critica no filme quando citam a lei de Denver que considera pitbulls perigosos e passiveis de sacrificio, que até ganha uma voz timida em cena quando apontam que definir Bella como pitbull seria o equivalente a um tipo de racismo canino. Esse detalhe é uma das coisas que pode fugir ao entendimento do público brasileiro pois é um fator cultural que é melhor compreendido pelos americanos, já que olhando Bella não conseguimos reconhecer ela como um pitbull tal como vemos no Brasil. A cadelinha heroina facilmente é reconhecida como uma viralata, pois lhe faltam traços físicos marcantes que são característicos dos pitbulls, mas a escolha dela para o papel é proposital já que nos Estados Unidos as leis que envolvem a classificação de cães são muitas vezes ilógicas e inconclusivas do que realmente seria um “pit bull”. O roteiro tenta mostrar como Bella, apesar de dócil e bem treinada, pode sofrer com preconceito infundado de pessoas que mal compreendem as leis que obedecem. Talvez esta critica ficasse mais forte e clara se tivessem escolhido uma Pitbull Terrier no papel de Bella.

A fotografia das paisagens de Colorado são bonitas, mas a trilha sonora é bem genérica. A direção não parece muito inspirada com esta adaptação (cujo roteiro foi feito pelo mesmo autor do livro homonimo), logo o elenco não consegue ter uma grande presença de tela sem alcançar uma quimica natural de narrativa. O resultado final vai agradar as famílias, mas vá ao cinema sem expectativas.

AVALIAÇÃO:

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