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“MaXXXine,” a sequência aguardada de “X – A Marca da Morte” e “Pearl,” falha em alcançar as expectativas criadas por seus predecessores. Apesar de Mia Goth reprisar seu papel como a aspirante a atriz Maxine Minx, o filme revela-se uma decepção em diversos aspectos, desde a narrativa até a execução técnica. A proposta inicial do enredo, que prometia uma exploração intrigante da ascensão de Maxine em Hollywood e dos mistérios ao seu redor, acaba se perdendo em uma série de escolhas questionáveis.

A ação se passa na década de 1980 e é centrada em MaXXXine Minx, que se torna a única sobrevivente de uma sessão de pornografia perdida. Este filme promete drama misturado com terror; no entanto, a execução está a quilômetros de onde deveria estar. Tentar misturar o mundo do cinema adulto com o de um thriller policial e uma história de terror cria uma trama incoerente e pouco crível. A história, que deveria explorar a complexidade do personagem e os perigos que o cercam, acaba se tornando um amálgama de clichês e situações forçadas que não conseguem sustentar o interesse do público.

Mesmo que Mia Goth tenha dado algum potencial em suas performances anteriores, com seu papel de Maxine Minx em “MaXXXine”, a pessoa se sente desanimada e desprovida dessa intensidade. O desenvolvimento do personagem é muito superficial e o vínculo emocional com o público é quase ausente.

A superficialidade de MaXXXine e a definitiva falta de motivação para suas ações minam a plausibilidade da personagem. Além disso, os personagens coadjuvantes – o idiota particular e o assassino profissional chamado Night Stalker – não tinham a energia que esta história realmente precisa. As atuações são exageradas e inacreditáveis, o que prejudica ainda mais a imersão na história.

Apesar de todos os elogios dados a ele por seus dois esforços anteriores, “X” e “Pearl”, Ti West não cria realmente um ambiente que prenda o espectador. Parece muito com uma tentativa mal direcionada de suspense e terror, que se torna prolixa em sua história e se arrasta.

Certamente, um dos pontos fracos do filme é o roteiro, com falas forçadas e situações pouco realistas. Além disso, a mistura de elementos de terror com uma investigação policial não funciona nada bem. As diversas peças do enredo não se unem, aliviando assim a tensão na narrativa como um todo.

Mesmo a fotografia e a direção de arte, que poderiam estar entre os grandes destaques do filme, por se tratar de um remake da década de 1980, não equilibram as deficiências no desenvolvimento da história e dos personagens. Parece que o aspecto estético se impõe neste filme, com o figurino – embora fiel à vida – não consegue vincular uma atmosfera. A trilha sonora, ao contrário de trabalhar em consonância com a trama, torna-se apenas mais um incômodo que não contribui para a construção de tensão. Os temas de fama e sobrevivência são vagamente desenvolvidos em “MaXXXine”, não oferecendo nada de novo ou original em sua abordagem.

Qualquer crítica a Hollywood ou ao mundo superficial parece banal e estereotipada; não traz nada de novo em relação à percepção ou compreensão. Os temas relativos ao passado sinistro de MaXXXine e sua busca por reconhecimento são amenizados, simples demais para afetar profundamente o público.

“MaXXXine” revelou-se uma profunda desilusão e não preservou o espírito e o nível dos seus antecessores. Enredo confuso, personagens pouco desenvolvidos, execução técnica menos esperada – tudo vai por água abaixo, tornando este filme uma experiência insatisfatória. Mesmo que tente ser cheio de suspense e vise como MaXXXine chegou ao estrelato em Hollywood, enfim, o que sai do filme é algo que deixa muito a desejar e não justifica em nada sua existência dentro da franquia.

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