Crítica – Uma Quase Dupla

Crítica - Uma Quase DuplaQuando se fala de filmes nacionais de comédia eu fico um tanto apreensivo. Muitas delas não conseguem atingir o que se propõem a fazer e com isso ficamos acostumados à baixa recepção aos novos trabalhos. Mas quando entrei no cinema e vi as primeiras cenas de ”Uma quase dupla“, senti que o caminho para a superação estava ali. O filme não é uma obra prima da comédia e nem acredito que era a intenção, mas cumpre o papel da diversão com excelente timing cômico. Levando para o lado dos filmes policiais da década de 70 a 80 mas colocando o moderno num contraponto que dá absolutamente certo.

Keyla (Tatá Werneck) é uma grande policial do Rio de Janeiro que foi enviada para ajudar o inexperiente Cláudio (Cauã Reymond) numa investigação no município de Joinlândia. Um assassinato que aconteceu com características inusitadas e que mais tarde se descobre ser um assassino em série, o que exige o máximo da dupla para resolver o caso. Mas exigir o máximo não é algo tão difícil como podemos pensar. O que surpreende mesmo é a combinação de Tatá e Cauã que dá supercerto. Tatá abusa de seu talento e Cauã a acompanha sem perder o foco.

Os textos estão equilibrados, mas sem nenhuma inovação e ainda assim dá certo. Justamente é isso que fazem os roteiristas Ana Reber e Leandro Muniz, com colaboração de Tatá Werneck, Fernando Fraiha e Daniel Furlan. Mantêm-se no que dá certo e faz com que os atores possam se soltar durante as cenas. O filme brinca o tempo todo com referências à séries de Tv, como músicas e filmes marcados como SEVEN.

Uma quase dupla é um filme que apesar de usar uma formula antiga consegue tirar proveito do gênero e nos dá um ótimo filme para se assistir no cinema. Fica claro que o filme tem espaço para uma continuação e acredito eu, que vai ser bem-vindo se houver.

Nota:

Crítica - Uma Quase Dupla

 

 

 

“Uma Quase Dupla” estreia em 19 de Julho de 2018

Sinopse:

Keyla (Tatá Werneck) e Claudio (Cauã Reymond) são dois policiais que não têm nada em comum, mas se veem obrigados a trabalhar juntos na pacata cidade de Joinlândia. Ela é uma investigadora competente que acha que pode resolver tudo sozinha. Ele é um subdelegado boa praça e nada eficiente. Os dois vão formar uma dupla improvável e juntos, tentar capturar um habilidoso assassino em série.

Elenco:

Keyla – (Tatá Werneck); Cláudio – (Cauã Reymond); Marlize – (Louise Cardoso); Moacir – (Ary França); Augusto – (Alejandro Cleveaux); Dado – (Daniel Furlan); André – (Augusto Madeira); Cesinha – (Gabriel Godoy); Rosa Paiva – (Valentina Bandeira); Priscila – (Priscila Steiman); Luís – (Pedroca Monteiro); Lúcia – (Luciana Paes); Angelo – (George Sauma); Heitor – (Caito Mainier) 

Ficha Técnica:

Uma produção Biônica Filmes e Paris Entretenimento

Coprodução:  Paramount Pictures e Globo Filmes

Distribuição:  Paris Filmes e Downtown Filmes

Direção:  Marcus Baldini

Roteiro:  Ana Reber e Leandro Muniz, com colaboração de Tatá Werneck, Fernando Fraiha e Daniel Furlan

 

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