Crítica: Cadáver – Suspense na Recepção do Necrotério

Crítica: Cadáver - Suspense na Recepção do Necrotério
Shay Mitchell é Megan Reed em Cadaver

Elementos de suspense e possessão demoníaca são ingredientes da receita usada pelo diretor holandês Diederik VanRooijen e o roteirista Brian Sieve para realizar o filme “O Cadáver” (Possession of Hannah Grace), enquanto mantêm a audiência imersa no silencioso e solitário setor de recepção de corpos, do necrotério do hospital de Boston.

A trama segue pela premissa do que ocorre quando um exorcismo dá errado . Tendo Shay Mitchell (Pretty Little Liars / Maldosas) no papel de Megan Reed, uma ex-policial que aceita trabalhar em um lugar que poucos gostariam de ficar, ela deve agora lidar com uma situação de terror que pode ser agravada devido aos seus próprios problemas psicológicos resultantes de um trauma anterior.

Apesar de possuir situações corriqueiras de um filme de terror padrão, sem muitas novidades, “O Cadáver” não oferece respostas claras sobre todos os aspectos da criatura que toma posse do corpo da jovem Hannah Grace, e deixa ao público a tarefa de tirar suas próprias conclusões. A atriz Kirby Johnson, que faz ao mesmo tempo o papel de Hannah e da criatura, está muito bem em cena, auxiliada por efeitos especiais muito convincentes que deixam sua condição de cadáver ainda mais realista.

Shay Mitchell tem momentos de boas atuações, porém ela não consegue passar a credibilidade necessária para fazer o publico se importar com sua personagem o suficiente. Diversas cenas são filmadas de maneira solo e a personagem de Shay carece de uma personalidade cativante e aprofundamento de suas próprias questões pessoais, que poderiam deixar o filme mais intenso e assustador.

Na parte técnica, “O Cadáver” segue com bons efeitos especiais e filmografia, mas o roteiro poderia ser melhor explorado pelo diretor que acabou transformando o que deveria ser um filme de terror intenso, em apenas um mero suspense. Infelizmente, a criatura foi revelada nos trailers,logo sua movimentação, poderes e, digamos, motivação já são previamente conhecidos do público,  o que atenuou seu impacto ao assistirmos o filme na íntegra.

Para fãs de terror, o filme pode parecer uma cópia de “A autópsia” (The autopsy of Jane Doe, 2016) do diretor André Øvredal,que fez o excelente “O Caçador de Trolls” (Troll Hunter/Trolljegeren, 2010). A premissa de “O Cadáver” é praticamente a mesma de “A Autopsia”, exceto que o roteiro não explora uma investigação médico-criminal sobre o assunto. Para o público em geral, é uma boa diversão, mas não vão esperando algo inovador ou assustador como o excelente “Invocação do Mal”.

Nota:

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