O quarto episódio de What If seria o melhor filme da MCU!

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O quarto episódio de What If seria o melhor filme da MCU!

What If…? chegou ao quarto episódio da temporada com seu conceito bem estabelecido. Nos capítulos anteriores, a série do Disney+ apresentou com sucesso novas versões de histórias consagradas na memória dos fãs do MCU em uma dinâmica que leva ao streaming o conceito popularizado nas HQs “O Que Aconteceria Se…?”.

Como a série é formada por episódios que funcionam de maneira independente uns dos outros, é curioso chegar ao fim do episódio desta quarta-feira (1º) com a sensação de que os anteriores foram, na verdade, uma preparação para a impactante história do Doutor Estranho Supremo.

[Atenção! A partir daqui, spoilers do quarto episódio de What If…?]

O quarto episódio de What If seria o melhor filme da MCU!

O quarto capítulo da série é inspirado em Doutor Estranho (2016), filme que conta a origem de um dos grandes feiticeiros do Universo Marvel. Só que, nesta realidade alternativa, a grande mudança acontece no momento em que Stephen Strange está na estrada para receber um prêmio. Ao invés de afetar as mãos do cirurgião, o acidente causa a morte da Doutora Christine Palmer, o grande amor da vida do herói.

A partir daí as coisas seguem os eventos do filme de 2016 quase à risca: em busca de uma forma de reverter uma tragédia, ele chega à mística morada da Anciã e seu aliado Wong, que o acolhem e ensinam os caminhos da magia. Como Mago Supremo desta realidade, Stephen passa a dedicar seus dias a salvar o mundo de ameaças poderosas como Dormammu.

Acontece que toda essa jornada não foi capaz de aplacar a tristeza e a culpa causada pela morte da amada. Guiado pela culpa, Stephen Strange decide quebrar as regras e usar o Olho de Agamotto — que no MCU é a Jóia do Tempo — para voltar àquela fatídica noite para impedir o destino de Palmer.

Esse é um desvio bastante esperto não apenas do que conhecemos do MCU, como da própria What If…?. Isso porque todos os universos da série foram automaticamente modificados a partir de um único evento, o que não acontece com esse Strange porque chega ao mesmo resultado visto nos cinemas, mesmo com um momento de ruptura tão grande em sua origem. Assim, o roteiro usa um dispositivo para voltar no tempo para dar contornos mais imprevisíveis ao enredo.

Mas nada é tão simples e voltar ao passado não basta. Independente de como o herói tenta mudar os eventos, o fim é sempre o mesmo. Com isso, Strange não apenas falha em salvar a amada, como revive o momento vezes o suficiente para perder a sanidade em uma versão distorcida de Feitiço do Tempo — filme em que o protagonista fica preso no mesmo dia até se tornar uma pessoa melhor.

Depois de várias tentativas, a Anciã aparece para explicar ao Doutor Estranho que a morte de Christine não pode ser revertida por se tratar de um “ponto absoluto” na criação daquele universo. Por ser o responsável pela origem do Mago Supremo dessa realidade, o evento não pode ser desfeito. Irado e sem aceitar o que lhe foi dito, ele decide ir contra todas as regras da magia em busca de uma forma de reverter a morte da amada.

Assim, o Doutor Estranho sai em uma jornada em busca de reunir conhecimento o suficiente para desfazer um ponto que literalmente ancora o próprio universo. Para isso ele volta no tempo para encontrar o próprio Cagliostro, mago que séculos atrás havia reunido uma biblioteca mágica vasta que acabou sendo destruída.

Após uma sequência em que Strange adentra um templo antigo cheio de armadilhas ao melhor estilo Indiana Jones, ele finalmente encontra O-Bengh, um mago da antiguidade, e sua biblioteca. Lá ele descobre que precisa reunir muito poder para chegar ao resultado que quer, o que só conseguirá ao absorver a magia de outros seres.

Chegando ao ápice de seus poderes, ele descobre que na verdade a Anciã o dividiu em dois: além dele, há um outro Doutor Estranho que aceitou a perda de Christine e seguiu com a própria vida. Dessa forma ele decide que precisa absorver sua outra metade para cumprir o encantamento e trazer a amada de volta.

Depois de uma batalha mágica consigo mesmo, ele consegue o que quer e finalmente desfaz o ponto absoluto e salva Christine. Porém, toda a jornada até ali o tornou um monstro que ela mesma não quer ficar perto. E para completar a tragédia, toda a magia que Strange sugou foi matando o universo aos poucos até finalmente condenar toda a existência.

Nos instantes finais do próprio universo, o Doutor Estranho consegue ver o Vigia, narrador de What If…? que finalmente participa de uma história. Paradoxalmente, a participação da entidade consiste em reforçar a regra de que ele não pode interferir, e que não faria mesmo se pudesse. Primeiro porque Strange foi avisado dos perigos desse caminho, segundo porque não é justo que um universo sobreviva e ameace os demais.

Com o fim de uma realidade, a série entrega um desfecho melancólico e poderoso. Nunca antes o MCU tinha levado uma história às últimas consequências dessa forma, sempre arranjando uma forma de reverter eventos drásticos. Como um remédio amargo, o conto do Doutor Estranho Supremo reforça a importância de seguir e respeitar as regras do universo.

E essa história chega ao Universo Marvel em um momento propício, quando as portas do multiverso estão se abrindo justamente por atos que burlam as regras. Assim, o estúdio deixa um lembrete sombrio de que não há finais felizes para aqueles que não aceitam dançar conforme a música. Resta saber se o estúdio terá coragem para levar essa mesma lógica para seu universo principal.

Série da Marvel no Disney+, What if…? ganha novos episódios às quartas-feiras.

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